Madre Assunta Marchetti

Beatificação

Mensagem do Papa Francisco pela Beatificação:

"Modelo de missionariedade incansável e
dedicação ao serviço da caridade"

Mensagem do Papa Francisco no dia 26 de outubro de 2014, durante o Ângelus

“Ontem, em São Paulo, no Brasil, foi proclamada Beata Madre Assunta Marchetti, nascida na Itália, co-fundadora das Missionárias de São Carlos Borromeo – Scalabrinianas.

Foi uma religiosa exemplar no serviço aos órfãos filhos dos migrantes italianos e via Jesus presente nos pobres, nos órfãos, nos enfermos, nos migrantes e nos necessitados. Demos graças ao Deus por esta mulher, modelo de missionariedade incansável, e dedicação ao serviço da caridade.”

Decreto do Papa

Virtudes Heroicas

Virtudes Teologais

O Catecismo da Igreja Católica (CIC) diz que as virtudes teologais são dons de Deus que recebemos como gérmen no sacramento do Batismo. Germens que contêm toda a potencialidade de crescer e dar frutos. São teologais especialmente porque, recebidas/infusas por Deus em cada pessoa humana, e porque, por meio delas, cada criatura humana pode viver a experiência do amor de Deus, como bem ensina São João: “Não fomos nós que amamos a Deus, mas foi ele que nos amou primeiro” (1Jo 4,10).

“A fé é a certeza das coisas que se esperam e a comprovação dos fatos que não são vistos” (Hb 11,1). Assim a carta aos Hebreus apresenta à comunidade cristã uma lista dos antepassados que, pela fé, testemunharam a eficácia da ação divina na história, pois para Deus nada é impossível. A fé é uma força que nos introduz mais profundamente no mistério de Deus e no mistério do outro; ela dispõe o fiel a não buscar sua própria satisfação ou felicidade em parâmetros egoístas, e sim em um processo que lhe permita penetrar no maravilhoso plano de salvação oferecido por Deus à humanidade. De tal modo, a fé ajuda-nos a sair de nós mesmos para penetrarmos no querer de Deus, que em nossa história tem traços e rosto humanos.

“A fé é a resposta do homem ao Deus Criador, ao Deus que se revela e por isto a ele se doa” (CIC n. 26). A fé traduz-se em confiança, percebe-se com a luz da razão e fortifica-se no encontro com “Deus amor” (1Jo 4,8.16). Fé é um dom de Deus, uma virtude sobrenatural que não provém “da carne e do sangue, mas do Pai que está nos céus” (Mt 16,17). Fé é sempre obediência a Deus, pois implica submissão livre do ser humano a Deus.

Esperança

A esperança é a virtude teologal pela qual desejamos e esperamos de Deus a vida eterna, a felicidade plena no Reino dos céus. Essa virtude é confiança nas promessas de Jesus Cristo e no socorro da graça do Espírito Santo. Graças a ela, a pessoa relativiza os bens terrenos e supera os males desta vida, certa de que Deus é fiel às suas promessas: “Ora, a esperança não confunde, porque o amor de Deus é derramado em nosso coração pelo Espírito Santo, que nos foi outorgado” (Rm 5,5).

Caridade

A caridade é a virtude teologal pela qual amamos a Deus acima de todas as criaturas, porque ele é Deus, e ao nosso próximo como a nós mesmos por amor a Deus. O amor é uma exigência, um mandamento que “pode ser mandado porque antes nos é dado gratuitamente por Deus amor”. Pois, “não fomos nós que amamos a Deus, mas ele nos amou primeiro” (1Jo 4,10.19). “Até o extremo nos amou”.

 

 

Virtudes Cardeais

Essas virtudes, também chamadas de virtudes humanas, atitudes firmes, disposições estáveis, que regulam o agir humano, guiando a pessoa segundo os princípios da razão e da fé. São elas:

Fortaleza

A fortaleza é a virtude cardeal que, em meio às dificuldades, assegura a firmeza e a constância na busca do bem. Ela torna firme a decisão de resistir às tentações e de ajudar a superar os obstáculos na vida moral. A virtude da fortaleza dá capacidade para vencer o medo, mesmo o da morte, e faz enfrentar a provação e as perseguições. Dispõe a pessoa à renúncia e ao sacrifício da própria vida na defesa de uma causa justa.

Prudência

A virtude da prudência dispõe a razão prática a discernir, em qualquer circunstância, o verdadeiro bem e a escolher os meios adequados para realizá-lo, subordinados ao querer divino. Não se confunde com a timidez ou com o medo nem com a duplicidade ou dissimulação. É a prudência que guia o juízo da consciência. A pessoa prudente decide e ordena sua conduta seguindo esse juízo. O agir prudente consiste em deliberar com maturidade, decidir com sabedoria e executar adequadamente.

Temperança

Segundo o Catecismo da Igreja Católica, “a virtude da temperança modera as atrações dos prazeres sensíveis e impõe o uso equilibrado dos bens criados. Assegura o domínio da vontade sobre os instintos e mantém os desejos dentro dos limites da honestidade” (CIC n. 1888).

Temperança vem do latim “temperare”, que quer dizer: ser moderado, equilibrado, ordenado. A virtude da temperança está intimamente ligada à virtude da fortaleza; ela modera a inclinação ao prazer sensível, especialmente do tato e do paladar, contendo-a entre os limites da razão iluminada pela fé.

Justiça

Justiça é a virtude moral que consiste na vontade constante e firme de dar a Deus e ao próximo o que lhes é devido. “A justiça para com Deus chama-se “virtude da religião”; para com os homens, ela determina os direitos de cada um e estabelece, nas relações humanas, a harmonia que promove a equidade em prol das pessoas e do bem comum” (CIC n. 1807).

Justiça é virtude que assemelha a pessoa a Deus Pai, que é bom e justo para com todos, estendendo a salvação a todos os que de coração aberto o acolhem. Sua justiça salva. A justiça na vida da Bem-aventurada Assunta era espaço divino de resgate e acolhida para com tantos pobres que dela se aproximavam e recebiam o gesto de justiça que os “salvou” da miséria desumanizante.

 

 

Virtude da Humildade – Virtude Mestra de sua vida

O evangelho transmite-nos a ideia de que a virtude da humildade é “pobreza em espírito”, é capacidade de reconhecer a própria criaturalidade e assumi-la serenamente, confiando em Deus presente e providente na caminhada de seus filhos.

Humildade é aquela atitude que o Verbo de Deus assumiu com a encarnação: “Ele se fez pobre, humilde, por nós” (2Cor 8,9). E ainda “humilhou-se assumindo a forma de servo” (Fl 2,7), ou seja, Jesus assumiu a humildade voluntária, rebaixou-se, assumindo a forma de servo, e o Pai o exaltou com a ressurreição (At 2,33).

Humildade deriva do latim “húmus”, isto é, da terra. A virtude da humildade, portanto, é o oposto do orgulho, do enaltecer-se por razões efêmeras, terrenas. O orgulhoso basta-se a si mesmo; o pobre em espírito, o humilde, busca Deus e seu Reino.

O Catecismo da Igreja Católica diz que a “humildade é o fundamento da oração. É a disposição para receber gratuitamente de Deus o dom da oração tão necessário para seus filhos, pois “o homem é um mendigo de Deus” (CIC n. 2559) e sem a oração perderia sua identidade filial.

A Bem-aventurada Assunta viveu todas as virtudes: teologais, cardeais e morais com muita humildade, ciente de ser uma das mais “humildes servas do Senhor”, fazendo sua vontade, enaltecendo a Deus, que se serve dos pequenos e humildes para realizar suas obras de bem em favor dos marginalizados da história.

Nota sobre o milagre obtido por intercessão
da Madre Assunta Marchetti

Em vista da Beatificação, a Postulação da Causa de Beatificação de Madre Assunta Marchetti apresentou ao juízo da Congregação das Causas dos Santos a suposta cura milagrosa acontecida em Porto Alegre (Brasil) no ano de 1994, de um senhor que havia sofrido um ataque cardíaco. Foi socorrido imediatamente e internado no hospital; após um tratamento adequado recebeu alta.

Passados alguns dias o fenômeno repetiu-se com maior gravidade ao ponto que foi necessária uma intervenção cardiológica, durante a qual aconteceu uma grave parada cardíaca que durou por mais de quinze minutos. A equipe médica fez o possível para oferecer ao paciente os cuidados oportunos para a reanimação, mas a sua condição agravou-se ao ponto de correr risco de vida.

Naquele momento, uma irmã da Congregação da Venerável Serva de Deus, sabendo da difícil situação do paciente, dirigiu uma fervorosa invocação à Madre Assunta, pedindo sua intercessão para a cura do paciente. Uniram-se a ela em oração as demais coirmãs scalabrinianas da comunidade do Hospital Mãe de Deus, de Porto Alegre, Rio Grande do Sul e alguns familiares do enfermo.

O doente foi transferido para a UTI e improvisamente manifestou sintomas de excelente recuperação das funções do coração, em um tempo muito breve, em comparação com o grave diagnóstico, e o mais estupendo foi que ele não teve nenhuma sequela decorrente da grave patologia sofrida.

Irmã Leocádia Mezzomo, mscs
Postuladora da Causa de Canonização

 

 

Hospital Mãe de Deus: uma obra das Irmãs Missionárias de São Carlos Borromeo – Scalabrinianas

Lugar onde a misericórdia de Deus se manifestou
por intercessão de Madre Assunta Marchetti

 

O Hospital Mãe de Deus está localizado na cidade de Porto Alegre, Rio Grande do Sul. Através de uma equipe altamente especializada e infraestrutura de última geração, o Hospital Mãe de Deus procura cumprir com excelência a missão para a qual foi criado: prestar um serviço pastoral no âmbito da saúde.

Agora, o Hospital Mãe de Deus ficará para sempre na lembrança de todos os amigos e devotos de Madre Assunta Marchetti, pois foi precisamente ali que aconteceu uma cura extraordinária realizada por Deus, através da intercessão de Madre Assunta Marchetti. Lugar escolhido por Deus para manifestar ao mundo mais um de seus prodígios.

Foi no Hospital Mãe de Deus que aconteceu o milagre, reconhecido pela Congregação da Causa dos Santos, que possibilitou a beatificação de Madre Assunta Marchetti.

Hospital Mãe de Deus

Endereço: R. José de Alencar, 286 – Menino Deus, Porto Alegre – RS

Horário: Aberto 24 horas

Telefone: (51) 3230-6000

maededeus.com.br

Fotos da Beatificação

As Scalabrinianas desenvolvem sua missão através de atividades nos âmbitos da catequese, educação cristã, pastoral da saúde, pastoral social e pastoral das migrações.
Atualmente também marcam presença em organismos eclesiais e internacionais, em organizações civis e não-governamentais

A CONGREGAÇÃO